Os preços do trigo seguem firmes no mercado brasileiro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações no Paraná voltaram ao maior patamar, em termos reais, desde agosto de 2025, impulsionadas pela baixa disponibilidade de produto no mercado spot.
No fechamento desta segunda-feira (3), o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná ficou em R$ 1.406,32 por tonelada, leve alta de 0,03% no dia. No encerramento de julho, o indicador estava em R$ 1.405,92 por tonelada, acumulando valorização de 2,72% no mês.
No Rio Grande do Sul, o preço médio alcançou R$ 1.325,69 por tonelada, avanço diário de 0,29%. Em 31 de julho, o indicador fechou em R$ 1.321,88 por tonelada, com recuo de 0,57% no acumulado do mês.
De acordo com o Cepea, a necessidade de recomposição dos estoques tem levado compradores a elevar gradualmente as ofertas na tentativa de adquirir lotes de melhor qualidade. Do outro lado, produtores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.
Além da oferta restrita, o Centro de Pesquisas destaca que os primeiros reflexos do El Niño já começaram a ser sentidos na última semana de julho. O elevado volume de chuvas e os ventos intensos deixaram triticultores em alerta no Sul do país e contribuíram para sustentar os preços, principalmente no mercado de balcão do Paraná.
Notícia replicada do site: Canal Rural