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Oferta limitada de trigo na Argentina preocupa moinhos

Os consumidores brasileiros em breve deverão começar a pagar mais caro por produtos à base de farinha de trigo. Com os estoques de trigo nacional em baixo patamar, diz Christian Saigh, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), as empresas moageiras estão sendo obrigadas a manter importações do cereal da Argentina mesmo em meio à alta de preços e à disparada do dólar, e nesse contexto os repasses de preços serão quase inevitáveis.

Atualmente, uma tonelada de trigo produzido na Argentina está custando em torno de US$ 250. O valor em dólar subiu cerca de 40% desde o início do ano, quando a tonelada estava em US$ 180, e surpreendeu muitos moinhos, que contavam com uma oferta abundante do país vizinho para garantir o abastecimento.

No entanto, afirma Saigh, os exportadores argentinos também estão vendendo para outros países, o que acabou reduzindo o volume disponível para as indústrias brasileiras. Da última safra de 18 milhões de toneladas, 5 milhões foram destinadas ao próprio mercado argentino e 7 milhões foram embarcadas a outros destinos, segundo estimativa da associação ArgenTrigo, que representa a cadeia de cereal naquele país. Restaram 6 milhões de toneladas para o Brasil.

Na opinião do presidente do Sindustrigo, os agricultores argentinos também estão segurando a comercialização do cereal à espera de receitas melhores, já que certamente deverão ter perdas com a safra de soja, que quebrou.

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Fonte: Valor Econômico