Notícias

Confira as principais informações do setor

Alta do trigo é repassada às farinhas; preços do açúcar mantêm sustentação

A alta dos preços do trigo tem sido repassada para a maior parte dos tipos de farinhas, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com a entidade, apenas dois tipos de farinhas não tiveram elevação na semana passada: as de pré-mistura e massas frescas.

Em entrevista ao DCI no início desta semana, o Sindicato da Indústria de Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo) relatou que os preços do cereal aumentaram US$ 15 nos últimos 30 dias, impactados principalmente pela quebra de safra na Argentina, de onde vem a maior parte do trigo importado consumido no Brasil.

A próxima safra no Brasil deve alcançar 4,6 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ante 4,2 milhões de toneladas na safra passada. Apesar do volume representar um avanço de 9,2%, a produção estimada está aquém dos volumes colhidos em anos anteriores.

Quanto ao farelo de trigo, o Cepea informa que a demanda está um pouco mais aquecida, devido aos fortes avanços nas cotações do milho. Já em relação ao trigo em grão, os preços também estão em alta, impulsionados pelo período de entressafra. "Além disso, o maior custo com a importação e os atrasos nos embarques do cereal argentino têm direcionado compradores ao mercado doméstico", destaca o Cepea.

O volume disponível de trigo no mercado nacional ainda é baixo, salienta a entidade, o que mantém produtores firmes nos preços. "Muitos estão fazendo caixa com a venda de soja e de milho", diz o Cepea.

Açúcar

Já as cotações do açúcar cristal voltaram a subir no mercado spot paulista. De acordo com pesquisadores do Cepea, representantes de vendas das usinas estão um pouco mais firmes nos valores pedidos neste final de temporada.

"De maneira geral, a liquidez está estável e os volumes captados nas negociações têm sido relativamente baixos", afirmou o Cepea em nota.

O Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq fechou a R$ 52,3 por saca de 50 kg nessa segunda-feira (26), incremento de 3,13% entre 19 e 26 de março. A entidade pontua que, mesmo com essa sustentação, os valores estão bem mais baixos que os praticados no mesmo período de 2017.

Em termos reais, em março do ano passado, o Indicador Cepea/Esalq registrou a menor média da temporada 2016/2017 e, ainda assim, estava em R$ 77,63 a saca de 50 kg - valores deflacionados pelo IGP-DI base fevereiro de 2018.

Já a atual média (de 1° a 26 de março de 2018), de R$ 51,05 a saca, está 34,24% abaixo da registrada no mesmo mês de 2017.

Fonte: DCI (On-line) - Jornais Online - São Paulo - SP