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Trigo de qualidade será valorizado no Paraná

O relatório semanal do Deral (Departamento de Economia Rural) sobre o acompanhamento das lavouras do estado do Paraná, divulgado nesta semana, registra que foram colhidos 96% dos 961 mil hectares previstos para esta safra. De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, isso significa que ainda restam por colher cerca de 38 mil hectares, a maior parte deles situados no sul do estado.

De acordo com o relatório, da parte não colhida cerca de 44% estão em condição “boa/excelente”, enquanto 43% encontra-se em situação “média” e ainda 13% aparenta condição “ruim”. A totalidade do trigo não colhido está em estágio de “maturação”.

“O potencial produtivo do estado foi reduzido neste mês para 2,24 milhões de toneladas, contra 3,44MT produzidas no ano passado e contra uma capacidade instalada operacional do estado ao redor de 2,7 MT, o que faz prever importações (da Argentina) ao redor de 600 mil toneladas (porque sempre sai algum volume para SP, MG e GO e porque do Paraguai não virá nada)”, afirma o analista Luiz Fernando Pacheco.

“Tudo isto faz prever que, quem tiver conseguido colher trigo de boa qualidade, poderá obter bons preços no final deste ano e principalmente no primeiro semestre de 2018”, projeta o especialista. De acordo com ele, as importações de trigo argentino pelo Rio Paraná, por barcaças, voltarão a dar competitividade aos moinhos do Oeste do PR.

“Ainda não é o caso, porque os moinhos brasileiros estão se abastecendo com trigo nacional, mas acreditamos que [a valorização pode ocorrer] a partir de fevereiro ou março, no máximo. Os preços CIF nesta região são 3,68% mais baratos que os trigos importados pelos moinhos do ‘litoral’ (que incluem Curitiba e Ponta Grossa, no PR, ou Canoas no RS) que importam trigo argentino via marítima”, explica.

“Além disso, outra boa vantagem é que se pode importar pequenas quantidades (1.000 ou 2.000 toneladas), sem a intermediação das tradings, ao passo que, via marítima, as importações devem ser de, no mínimo 25.000 toneladas, com o pagamento de ‘fees’ para as multinacionais intermediárias”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio