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No Norte do Paraná, museu resgata história dos Venturelli e do Moinho Globo

Em 1944, quando o fundador do Moinho Globo, Ciro Venturelli, chegou a Sertanópolis -  pequena cidade do Norte do estado do Paraná - com a esposa Anunciata e os nove filhos, a  primeira residência da família foi uma casa de madeira  alugada, de 36 metros quadrados, na Rua Distrito Federal. De peroba, com piso vermelhão, a casa abrigou os Venturelli por alguns anos e ficou para sempre na memória dos filhos.

Hoje, essa casa está reproduzida na Associação dos Funcionários do Moinho Globo (Afumg) e em breve vai ser oficialmente aberta para visitação como um memorial da Família Venturelli e do Moinho Globo - uma espécie de museu com documentos e objetos variados guardados ao longo  dos anos, principalmente por dona Genoeffa Venturelli, mãe do presidente Giancarlo Venturelli, e Terezinha Venturelli, filha de Ciro.

A  ideia de reproduzir a casa de madeira  é do  presidente do Conselho de Administração do Moinho Globo, Dr. Mário Venturelli, filho caçula de Ciro e Anunciata. Ele tinha três  anos quando a família se estabeleceu em Sertanópolis, na casa de madeira. “Éramos 11 pessoas morando em uma casa de 6 por 6 metros”, lembra.

Dr. Mário explica que, como não foi possível a compra da casa onde originalmente sua família morou,  houve a opção de adquirir a casa vizinha - que era exatamente igual. Esta sim foi  desmontada tábua por tábua e então reconstruída  no pátio da Afumg, ao lado da residência do caseiro.

A proposta ao recuperar a história dos Venturelli é um contraponto justamente  à inauguração da nova unidade industrial do Moinho Globo, inaugurada em abril deste ano, com toda a modernidade de sua construção e equipamentos, localizada a poucos metros da Associação dos Funcionários.  A leitura que se faz é que o futuro está à frente, mas a velha casa de madeira no pátio da Associação  ergue-se como um permanente convite à reflexão, sobre como tudo começou, sobre a  força de uma história e, principalmente, sobre os valores  que sempre nortearam a família Venturelli e o Moinho Globo. “Com a fábrica nova, super moderna,  fica interessante colocar o contraste para saber como nasceu tudo isso”, analisa Dr. Mário.

O primeiro banco de cilindros

Um fato que contribuiu bastante  neste projeto de ter um espaço como o “Museu do Moinho Globo” foi  o resgate da máquina mais importante do início das atividades da empresa: o  primeiro banco de cilindros – importado da Polônia por Ciro Venturelli  em 1953 – e que já está devidamente   exposto na casa de madeira, recuperado e  pintado em vermelho, sua cor original. Em ótimo estado, o equipamento pesa quase dois mil quilos.

Segundo Dr. Mário, por volta de 1966 essa máquina ficou pequena para o Moinho Globo e foi vendida. O primeiro comprador foi de Marialva (PR) e depois  seu paradeiro foi desconhecido, provavelmente passando por vários  outros moinhos pequenos do Sul do  país. “Para resgatar essa máquina, nos últimos cinco anos fizemos pesquisas tentando descobrir  onde estava, questionando sempre que possível com aqueles que comercializam as máquinas usadas e até em ferros-velhos, por se tratar de material muito pesado para aproveitamento de sucata. Por fim, encontramos no lugar onde deveríamos ter procurado primeiro: um ferro-velho  de máquinas de moinhos em Curitiba ”, conta o presidente do Conselho.

Fonte: Moinho Globo