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RS: Giro do trigo aproxima produtores e indústria

Um grupo de moageiros da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) visitou lavouras na Região Sul através da ação chamada Giro do Trigo. No Rio Grande do Sul, participaram 13 associados, representando moinhos de seis estados.

Aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva foi o objetivo do giro do trigo, que percorreu as principais regiões tritícolas do Rio Grande do Sul, no período de 7 a 9/11. A ação foi promovida pela Abitrigo, em parceria com a Embrapa Trigo, Farsul e Sinditrigo/RS. "Apesar de responder pela pesquisa nacional com trigo, junto com outras instituições, frequentemente ouvimos reclamações dos diferentes elos da cadeia em questões de comercialização, políticas públicas e organização da produção. Como muitas das queixas não estão atreladas à pesquisa, decidimos atuar em conjunto na aproximação dos atores para estimular o contato direto entre os produtores e a indústria", conta o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Sergio Dotto.  

Durante a visita, que começou na Embrapa Trigo (Passo Fundo), os integrantes puderam conhecer os avanços da pesquisa, principalmente no desenvolvimento de cultivares, além de trabalhos em qualidade industrial e pós-colheita. Nos depoimentos dos representantes da Abitrigo, ficou o reconhecimento ao esforço da pesquisa nacional para atender as demandas da indústria e a busca constante por melhorias na qualidade do trigo brasileiro apresentadas a cada nova safra.

Na Coopatrigo (São Luiz Gonzaga), representantes da cooperativa levantaram as principais dificuldades do setor: "os produtores, junto com os órgãos de pesquisa e a assistência técnica atenderam os anseios dos moinhos, melhorando a qualidade do trigo gaúcho, mas na hora de vender não conseguem nem o preço mínimo para cobrir os custos da lavoura", desabafa o engenheiro agrônomo Marcos Pilecco.

Para o produtor Leomar Tombini, sementeiro e Presidente do Sindicato Rural de Carazinho, a visita dos moageiros foi importante para verificar a qualidade da safra colhida há pouco. Porém, os visitantes também puderam confirmar o grande volume de trigo que entra agora no mercado. Somente no Rio Grande do Sul, o excedente deverá ficar acima de um milhão de toneladas do cereal. "Acredito que a iniciativa de aproximação foi válida. Pode não resolver o problema maior do trigo, que é o preço baixo, mas a união da cadeia pode ajudar a buscar maior apoio do governo na liquidez do trigo brasileiro, garantindo o preço mínimo e os estoques reguladores. Ações que podem favorecer tanto o produtor, quanto a indústria e o consumidor", defende Tombini.

Para o Diretor Institucional da Abitrigo, Conrado Mariotti Neto, o objetivo do giro do trigo é aproximar os elos para buscar soluções em conjunto. "Trouxemos um grupo de moageiros que representam uma parcela significativa da moagem nacional, mostrando a importância que o Rio Grande do Sul tem para a indústria", avalia Conrado e conclui: "fomos recebidos por proprietários, presidentes e alto executivos de cada entidade visitada, que manifestaram a importância deste encontro, enfatizando que a troca destas informações oferece subsídios a todos para um entendimento melhor da cadeia".

Participaram do giro do trigo no Rio Grande do Sul 13 associados da Abitrigo, representando moinhos dos estados do RS, PR, SC, SP, MG e CE. Durante a programação, o grupo visitou a Embrapa Trigo, Sementes Trentin (Palmeira das Missões), Coopermil (Santa Rosa), Coopatrigo (São Luiz Gonzaga), Orlando Ross (Não-Me-Toque) e Sementes Tombini (Carazinho).

Na avaliação final, foi proposto o agendamento anual para realização deste evento.

Joseani M. Antunes (MTb 9396/RS)
Embrapa Trigo

Telefone: +55 (54) 3316-5860

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa