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Boa safra vai ajudar a conter a inflação

A segunda estimativa da safra 2016/2017 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) traz uma notícia muito boa, tanto do ponto de vista do combate à inflação quanto das exportações nacionais. Com condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, a colheita nacional de grãos pode ficar entre 210,9 milhões de toneladas e 215,1 milhões de toneladas, representando, no último caso, um crescimento de 15,6% em relação à safra 2015/2016 (186,1 milhões de toneladas). A se confirmarem essas projeções, não faltarão feijão e arroz, alimentos básicos do brasileiro e que pressionaram este ano o item Alimentação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A perspectiva é de que a produção de arroz, prejudicada em 2015/2016 por intempéries no Sul, possa alcançar 12,1 milhões de toneladas (aumento de 13,9%), volume suficiente para atender à demanda interna. Já quanto ao feijão da primeira safra, houve expansão da área plantada, possibilitando uma colheita de até 1,3 milhão de tonelada. O crescimento pode chegar a 24,4%. Também o trigo deve ter um aumento de 14,5% em relação à safra anterior, com uma safra de inverno de 6,3 milhões de toneladas.

O milho, usado como ração e que tem grande peso na produção de leite, frangos e ovos, também deve ter alta, podendo a colheita elevar-se a 28,6 milhões de toneladas, uma expansão de 10,4% em comparação com a safra 2015/2016. Embora as exportações do produto tenham sido apreciáveis nos últimos anos, esse volume pode ser adequado para atender às demandas interna e externa. O mesmo se aplica à soja, campeã nacional de produção e exportação, cuja safra poderá atingir 103,5 milhões de toneladas, 8,5% a mais que a colheita no último ano agrícola. A expectativa é de que os preços dessa duas commodities permaneçam estáveis no mercado interno, podendo vir a cair.

Quase simultaneamente com a divulgação das estimativas da Conab, o Departamento de Agricultura dos EUA reviu para cima suas previsões da safra americana de milho e de soja, que poderão ser recordes. Isso pode significar que as exportações brasileiras desses produtos terão de aumentar o volume para compensar a eventual queda de cotações internacionais. De outro lado, essa evolução resultará em menor pressão sobre os preços internos.

Fonte: Estadão