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Grupo discute os limites de agroquímicos para o trigo

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), coordenadora o Grupo de Trabalho (GT) definido pela Câmara Setorial das Culturas de Inverno, realizará na próxima segunda-feira, 24 de outubro, na sede da entidade, localizada em São Paulo (SP), a primeira reunião para apresentação das propostas multisetoriais a serem encaminhadas ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre as harmonizações entre os limites de agroquímicos determinados para o trigo nacional e importado.

Representantes das entidades que compõem o grupo – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Organização das Cooperativas Brasileiras (Ocepar), Federação da Agricultura do Estado do Rio grande do Sul (Farsul), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAP/PR), Sindicato da Indústrias do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo/PR), Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul (Sinditrigo /RS) e Associação Nacional de Defesa Vegetal ANDEF – estarão presentes no encontro.

Preliminarmente, durante a 10ª Reunião da Câmara Setorial do Trigo ao GT, realizada no último dia 05 de outubro, a especialista em alimentos e assessora da Abitrigo, dra. Denise Resende, apresentou o estudo “Melhoria da Qualidade Sanitária do Trigo – Um desafio Multisetorial”. Para ela, harmonizar os parâmetros no âmbito do MERCOSUL, organizar fóruns e definir programas de monitoramento do grão são algumas medidas que podem ser tomadas para o setor enfrentar e estabelecer condutas que assegure o cereal com níveis de agroquímicos toleráveis e compatíveis com padrões internacionais.

Ainda de acordo com Denise, tanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto o MAPA e Procuradorias Regionais do Trabalho têm sido acionados pelos Ministérios Públicos estaduais sobre denúncias de alimentos com graus de agroquímicos inaceitáveis. “Os órgãos reguladores suspendem a comercialização dos alimentos e numa primeira análise responsabilizam a indústria. Contudo, se tivéssemos um monitoramento primário,  o excesso de uso de agroquímicos poderia ser detectado antes de se tornar um produto industrializado", conclui.

Fonte: ABITRIGO