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Setor do trigo vai ampliar esforço de esclarecimento sobre o glúten

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) vai ampliar seu esforço de esclarecimento à população sobre a ingestão de glúten, com o objetivo de fortalecer o combate a uma série de mitos relacionados à proteína presente nos grãos do cereal. Foi o que destacou o presidente da entidade, o embaixador Sérgio Amaral.

Segundo o dirigente, é preciso reforçar os esclarecimentos acerca dos inúmeros equivocados, relacionados à dietas da moda, que associam o glúten à obesidade e outros problemas de saúde. “O glúten faz mal para quem tem a doença celíaca, o que corresponde a 1% da população.”

De fato, a preocupação da Abitrigo faz sentido, haja vista pesquisas que colocam o glúten como um dos vilões da boa alimentação. Uma das mais recentes, feita neste mês de agosto pela consultoria de inovação e saúde Equilibrium junto a profissionais de nutrição, constatou que 45% do público consultado, em nível nacional, recomendam retirar o glúten da dieta.

Carolina Godoy, responsável pelo levantamento, pontuou que a escolha por consultar os profissionais de nutrição se deu pelo fato que a categoria é grande influenciadora de decisões relativas à alimentação, e que este protagonismo ganha ainda mais força porque os (as) nutricionistas têm forte presença digital. “Por meio de nossa campanha ‘Glúten – Contém Informação ‘ vamos aumentar nossa ação digital de esclarecimento nas mídias sociais”, disse Amaral.

De acordo com o dirigente, o tema é de tamanha relevância para o setor, que será objeto de painel no congresso internacional do trigo agendado para outubro. O fato, destacou Amaral, é que há uma demanda cada vez maior por parte do consumidor por sanidade e qualidade dos produtos. “São demandas por menos sal, açúcar, e assim por diante.” Estudo da Mintel, também realizado neste mês de agosto, corrobora a avaliação do dirigente da Abitrigo ao apontar que 54% dos brasileiros consideram o atributo “saudável” um dos mais importantes fatores quando cozinham, e que 83% concordam que vale a pena pagar mais em opções de alimentos mais saudáveis.

Segundo Amaral, outra temática de destaque do congresso será a discussão em torno da busca por uma convergência regulatória entre os países do Mercosul, especialmente no que diz respeito a questões relacionadas a resíduos de defensivos, micotoxinas, entre outros pontos. De acordo com o dirigente, é preciso cada vez mais alinhar padrões sanitários e qualitativos do trigo dos países vizinhos, como, por exemplo, da Argentina, aos requisitos legais demandados pela legislação brasileira e de qualidade desejados pelos moinhos nacionais.

Fonte: Infomoney