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Commodities Agrícolas

Melhor que o esperado. A estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que a safra 2016/17 de algodão do país será de 3,45 milhões de toneladas, bem acima das 2,8 milhões estimadas para o ciclo 2015/16, pressionou os preços da fibra na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro encerraram a sessão de sexta-feira a 70,65 centavos de dólar por libra-peso, queda de 121 pontos. O mercado esperava que o USDA reduzisse a estimativa para a produção dos EUA devido ao tempo quente e seco que atingiu o Texas recentemente e que deteriorou as condições das lavouras do país. Novas previsões climáticas, porém, apontavam chuva para a região no fim de semana. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 84,43 por arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Oferta confortável. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou na sexta-feira sua estimativa para a produção mundial de soja na safra 2016/17, o que pressionou o valor dos contratos da oleaginosa na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro encerraram a sessão de sexta-feira a US$ 9,99 o bushel, recuo de 2,75 centavos. De acordo com o USDA, serão colhidas 330,4 milhões de toneladas de soja na safra 2016/17, 5,7% mais que na temporada anterior. Com as novas projeções, os estoques finais deverão representar confortáveis 21,6% da demanda total pela commodity, ante 20,4% apontado em julho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 79,90 a saca de 60 quilos, alta de 0,13%.

Preço atraente. Os compradores aproveitaram o fato de as cotações do milho estarem em baixos patamares e mostraram apetite na sexta-feira na bolsa de Chicago, o que determinou a valorização do grão, ainda que modesta. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão a US$ 3,33 o bushel, elevação de 1,25 centavo em relação à véspera. A alta ocorreu apesar das novas projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a oferta e demanda mundial. Segundo o órgão, serão colhidas 1,028 bilhão de toneladas do grão na safra 2016/17. Com isso, as estimativas para a relação entre os estoques finais e a demanda total ficou em 21,7% na temporada atual. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 45,78 a saca de 60 quilos, alta de 0,26%.

Consumo em alta. A revisão das estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para o consumo mundial de trigo e a perspectiva de queda na produção da União Europeia e da Argentina impulsionaram os contratos futuros do cereal nas bolsas americanas. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a US$ 4,40 o bushel em Chicago, alta de 3 centavos. Em Kansas, o cereal de mesmo vencimento fechou a 4,4225 o bushel, recuo de 4,25 centavos. De acordo com o USDA, o consumo mundial de trigo será de 743,44 milhões de toneladas ao final do ciclo 2016/17 - 5 milhões de toneladas acima da estimativa anterior, divulgada em julho. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o trigo no Paraná ficou em R$ 864,48 a tonelada, recuo de 0,62%.

Fonte: Valor Econômico