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CNA pede ao ministro da agricultura ajustes no plano agrícola

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, reuniu-se, nesta terça-feira, (14/6), com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, para discutir ajustes no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017 e a revisão da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM). No encontro, ele defendeu mais recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e para programas de investimentos, além da redução dos juros das linhas de financiamento.

Os recursos para a próxima safra podem ser contratados a partir de 1º de julho. Por isso, o objetivo é que as mudanças sejam efetuadas ainda este mês, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar e formalizar a vigência dos programas, entre os quais se incluem: Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e o Programa de Incentivo à Modernização da Irrigação (Moderinfra). Em resposta, o ministro e o secretário de Política Agrícola do ministério, Neri Geller, disseram que vão analisar os pedidos do setor agropecuário.

O PAP 2016/2017 destinará R$ 202,8 bilhões à próxima safra para financiar custeio, investimento e comercialização. No entanto, houve queda de recursos para os investimentos em relação ao ano passado, além da alta dos juros, o que tem preocupado os produtores rurais. Quanto à PGPM, o setor agropecuário propôs ao ministro o reajuste de preços mínimos para culturas como milho, trigo e arroz, por conta da alta dos custos de produção. Sobre este tema, governo e setor produtivo devem voltar a discutir o assunto na próxima semana.

Participaram do encontro, além da CNA, o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e representantes da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) e Instituto Pensar Agro (IPA).

Fonte: AGROLINK