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O governo norte-americano divulgou, a última versão do Guia de Diretrizes Alimentares

O governo norte-americano divulgou, em janeiro, a última versão do Guia de Diretrizes Alimentares, documento que procura consolidar e divulgar os consensos registrados pela pesquisa na área de nutrição.

Trata-se da oitava edição do documento, publicado desde os anos 1980, e traz importantes e novas recomendações. A primeira delas refere-se à limitação do consumo de açúcar adicionado aos alimentos, ou que vem oculto em doces ou bebidas artificiais. De acordo com o documento, a adição de açúcar não deve ultrapassar 10% das calorias diárias.

Outra restrição recomendada pelo documento é em relação ao consumo de gorduras saturadas, ingrediente que, comprovadamente, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e obesidade. Este tipo de gordura, presente em carnes gordas e pratos prontos contendo queijos e carnes, deve compor apenas 10% das calorias ingeridas diariamente.

O sal é outro ingrediente que mereceu atenção do estudo. O Guia de Diretrizes Alimentares recomenda uma média de ingestão diária de 2,3 gramas, no máximo, por adulto, mas faz advertência específica para aqueles com predisposição a doenças do coração, de respeitar o limite de 1,5 gramas por dia.

Já o Guia Alimentar Brasileiro, o documento do Ministério da Saúde que orienta a deita nacional, também recomenda a restrição de açúcar, gorduras e sal. "O brasileiro não consome tanto refrigerante quanto os americanos e ainda estamos dentro do limite que diz respeito às gorduras saturadas. Mas devemos prestar atenção ao sal e ao elevado número de calorias proveniente de açúcares adicionados aos alimentos", adverte o médico Carlos Augusto Monteiro, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e um dos responsáveis pelo Guia Alimentar Brasileiro.

Fonte: Revista Veja