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Mercosul possui cerca de 8,25 milhões de toneladas disponíveis

De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, há no Mercosul cerca de 8,25 milhões de toneladas disponíveis: "De safra velha sobraram da temporada 2014/15 cerca de 3,0 milhões de toneladas, por vários motivos. De safra nova, a disponibilidade para exportação deverá ser de aproximadamente 4,5 milhões de toneladas(nossa estimativa é 1,0 milhão a mais do que a do USDA, mais parecido com o do analista Gustavo Lopes, de Agritrend, que estima 2,93 MT)".

Há ainda 350 mil toneladas no Paraguai e outras 450 mil toneladas no Uruguai, aponta boletim semanal da T&F. "A vitória da Argentina na licitação da Argélia acendeu a luz vermelha dos operadores de todo o mundo, principalmente do Brasil. Significou que o país vizinho tem competitividade para vender seu produto no mundo todo, não apenas na América do Sul e isto deve servir para manter os interessados em guarda", comenta o analista sênior da Consultoria, Luiz Carlos Pacheco, que assina o informativo.

"O preço do trigo argentino não deverá cair muito mais do que caiu na licitação argelina (ao redor de US$ 188/tonelada), contra os US$ 195 de uma semana atrás e US$ 215 de um mês atrás. Já caiu cerca de 12,55% em 30 dias. Tudo vai depender da vitória em novas licitações. Normalmente os preços de compra do Egito, por exemplo, estão ao redor de US$ 212 C&F. Tirando um frete de US$ 20,00/tonelada dos portos argentinos até o Egito (era mais, mas os preços do petróleo caíram, lembram?), sobrariam algo ao redor de US$ 192/t, que é a pedida dos vendedores hoje nos portos do Up River e de Necochea", comenta ele.

"Se é possível vender a US$ 192/t para outros destinos, que razão teriam os argentinos para baixar mais o preço para o Brasil? Por outro lado, qual a alternativa que teriam os moinhos brasileiros a preços semelhantes? Ah, sim, tem o Paraguai, a preços até menores, mas este país não tem volume (apenas 350 mil tons). Então, os argentinos estão com a força! Há, porém, uma notícia preocupante: no final da tarde desta sexta-feira soubemos que começa uma nova onda de chuvas que poderá afetar o trigo argentino, bem durante a sua colheita, que já está em 50%", conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink