Mesmo em tempos de crise, pão não sai da mesa dos brasileiros

05/11/2019



O pãozinho, seja o da padaria ou o industrializado, está na mesa de 98,7% dos lares brasileiros, mesmo na crise, segundo pesquisa da consultoria Kantar para a Abimapi (associação das indústrias de biscoitos, pães e bolos).

A paixão do brasileiro por pão é tamanha que faz com que sempre haja alternativas de consumo. Diante da alta do pão francês, a busca por pão de forma subiu.

A pesquisa mostra que, entre 2017 e 2018, o consumo do pão industrializado de forma cresceu 10,3%, enquanto o do pão francês teve queda de 11,8%.

Mesmo assim, a presença do pãozinho de padaria é bem maior —está em 84,1% dos lares. O industrializado está presente em 15%.

O aumento do consumo do pão de forma apontado pela pesquisa ocorreu em um momento em que o preço do pão francês subiu 6,46%, acima da alta do pão industrializado (2,43%).

Dados atuais mostram que, nos últimos 12 meses até setembro, o pão de forma teve variação negativa (-3,44%), enquanto o francês subiu 1,03%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que é a inflação oficial.

O Procon-SP aponta que o preço médio do quilo do pão de forma na capital paulista era de R$ 8,86 em setembro. Já o quilo do pão francês custava R$ 11,75 no mesmo período.

A praticidade de preparar um sanduíche é determinante para o sucesso do pãozinho, e a busca por conveniência é uma característica atual do mercado.

Segundo a pesquisa da Kantar, o pão está presente em 25% das refeições do dia do brasileiro. O café da manhã é o momento clássico, mas a correria da vida moderna tem feito com que um lanche rápido seja opção para o almoço ou o jantar.

Uma outra vantagem dos pães industrializados é durar mais que o pãozinho francês. Além disso, há diferentes formatos e tipos (com ingredientes especiais, integrais e light).

A classe C é a que mais compra pães, tanto de forma quanto francês. Manteiga e margarina são os principais acompanhamentos.


Fonte: Agora / Folha de S. Paulo